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Publicada em 15/02/2011 às 15h28
Cimento e poluição

     O conhecimento do cimento existe desde a antiguidade, tendo na construção das pirâmides um clássico exemplo do seu uso pelos Egípcios. Os povos Gregos e os Romanos utilizavam tufo vulcânico misturado à cal na formulação do cimento que até hoje ainda mantém em pé diversos tipos de construções.
      Em 1824, um inglês, Joseph Aspdin, patenteou um cimento artificial formulado a partir da calcificação de cálcio argiloso, o qual foi chamado de Portland. Devido ao concreto que se obtinha com esse cimento, assemelha-se a uma famosa pedra de construção proveniente da Ilha de Portland. nas vizinhança da Inglaterra. Esse fato marcou o inicio da industria do cimento Portland, conforme a conhecemos. O clinquer resultante da queima de uma mistura de argila e calcário ou de matérias semelhantes é a matéria prima, sendo conhecido como o cimento Porttland, para de distinguir do cimento natural, da pozolana ou de outros cimentos.
    Os impactos ambientais negativo têm aumentado de maneira intensa, provocando a destruição dos ecossistemas. Nos últimos 200 anos que corresponde à era industrial, as concentrações de gás carbônicas na atmosfera responsável pelas alterações climáticas aumentam em quase 50%, e mantidas as mesmas condições atuais a projeção é que continuará aumentando exponencialmente.
    O cimento Portland está no centro dos problemas ambientais causado pelo concreto. Cerca de uma tonelada de dióxido de carbono (CO2), o principal responsável pelo efeito estufa, é emitido para cada tonelada de cimento produzido. A fabrica de cimento envolve basicamente a queima de pedra calcária e de outros minerais a cerca de 1.500°C, criando um produto intermediário chamado clinker, a cada tonelada de clinker produzido na fabricação do cimento corresponde, aproximadamente, a uma tonelada de gás carbônico emitida na atmosfera, às custas, inclusive, de ponderável consumo de energia (4 GJ). A referência ao clinker justifica-se porque o cimento portland, atualmente, é um produto composto, ou seja, uma mistura homogeneizada do cimento portland comum, obtido da moagem do clinker, com aditivos minerais. A indústria de cimento mundial, ao produzir 1,6 bilhões de toneladas anuais desse material, é responsável pela parcela de 7% do total de dióxido de carbono lançado na atmosfera. O nosso país com produção anual de 40 milhões de toneladas contribuiu com 2,5% desse total.
    Os concretos produzidos em todo o mundo consomem areia e outros agregados à razão estimada de 10 a 11 bilhões de toneladas por ano. A exploração, processamento e transporte dessa enorme quantidade de matéria prima para produção de cimento e agregados consomem muita energia e afetam desfavoravelmente o meio ambiente. A industria do concreto utiliza também grande quantidade de água potável, cerca de 1 trilhão de litros a cada ano, só como água de amassamento, à qual ainda se somam grande parcelas de água de lavagem das concreteira e de cura do concreto.
    Esperamos que as industrias de cimento pavimente seu caminho para o futuro mais ecológico e amigo do ambiente. Produzir cimento em grande quantidade pode parecer fácil mais por detrás dele existe uma ciência muito complexa, que precisa cada vez mais ser explorada para obter cada vez mais e melhores resultados num patrimônio que é de todo o meio ambiente. Essa herança deverá prevalecer muito além das obras construídas com ajuda do cimento que também perduram de geração em geração. 
 
 
 Kátia Alves da Silva é Bióloga Pós-Graduada em Gestão Ambiental
    

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