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Publicada em 14/08/2012 às 20h07
Sanguessugas
A Terra é habitada por muitos milhões de seres. Alguns desses seres são chamados de vivos, outros não. Todos os seres são formados por matéria. O que distingue um ser vivo de um ser bruto ou não, em primeiro lugar, é a composição química. As sanguessugas (anelídeos) são animais invertebrados e hermafroditas que tem uma enorme diversidade morfológica. Existem mais de 600 espécies diferentes, marinhas e de água doce. Seu corpo, ligeiramente achatado, é constituído de cabeça, tronco e cauda, e está formado por diversos anéis. A sanguessuga tem uma mucosa bucal, equipada com dentes que usa para corta a pele de suas vitimas. Suas glândulas salivares secretam substância anticoagulante, (hirundina) para prolongar a hemorragia, vasodilatadoras e um anestésico local (para evitar que o animal atingido perceba sua presença). A sanguessuga medicinal europeia (Hirudo medicinalis) é a espécie mais famosa, seu corpo chega a 20 cm de comprimento, e é utilizada para fins terapêuticos há mais de 2500 anos. Em lugares como Roma, Grécia e Síria, estes animais eram usados para chupar o sangue de muitos lugares do corpo. Eram as chamadas sangrias, realizadas porque se acreditava que podiam curar desde dores locais (algo comprovado) e processos inflamatórios até obesidade, gota, tumores, distúrbios mentais, nefrite, etc. Cerca de três quartos dos hirudíneos conhecidos são hematófagos, e o restante, predadores. Muitas fontes descrevem as espécies hematófagas como sendo parasitas, mas geralmente elas abandonam a presa após se alimentarem. Desta forma, talvez possam ser mais bem descritos como predadores ultra-especializados. Geralmente são especializados em presas específicas, com espécies que se alimentam somente de sangue de peixes, mamíferos, e assim por diante. Existem até animais especializados em sugar sangue de outras sanguessugas hematófagas. Embora existam grandes sanguessugas hematófagas brasileiras (uma das maiores espécies no mundo é amazônica, Haementaria ghiliani, de 30 cm). Uma sanguessuga é capaz de ingerir um peso de sangue três vezes maior que seu próprio peso. Dessa forma o animal pode ficar bastante tempo sem se alimentar, podendo, muitas vezes, levar até 9 meses para nutrir-se novamente. Apesar do seu aspecto repulsivo, estes animais são importantes para médicos e cientistas atualmente. Na Europa e Estados Unidos, as sanguessugas estão sendo utilizadas nas cirurgias plásticas e reconstrutivas, pois podem provocar uma pequena hemorragia (que imita a circulação venosa), ajudando a restabelecer a circulação sanguínea na delicada área onde o enxerto foi aplicado. Desta forma, as sanguessugas são usadas para auxiliar no transplante de dedos, orelhas ou quaisquer partes que tenham sido gravemente danificadas em acidentes. Estes anelídeos combatem eficazmente a gangrena, descongestionam os vasos sanguíneos (retiram o excesso de sangue) e restabelecem a pressão e a circulação sanguíneas normais. Comprovadamente, as sanguessugas são eficazes contra problemas inflamatórios como a artrite. Os cientistas já identificaram várias substâncias medicinais que este pequeno invertebrado produz em sua saliva, cada vez que morde seu hospedeiro. Algumas destas substâncias, que estão sendo estudadas, poderiam tornar-se fármacos úteis para o tratamento de enfermidades cardiovasculares. A técnica não chegou ao Brasil, pois a espécie européia do animal, Hirudo medicinalis, não é encontrada aqui. "As espécies brasileiras não se alimentam fora da água, por isso não servem para o uso cirúrgico. Mas nos Estados Unidos o sucesso é tanto que já está sendo testada até uma máquina que substitui o verme. Afinal, muitos pacientes não gostam de ver, em pleno século 21, um médico tirar de um aquário meia dúzia de sanguessugas para usar no pós-operatório. Kátia Alves da Silva é Bióloga Pós-Graduada em Gestão Ambiental
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