O ato seria em represália ao Projeto de Lei 592/11, apresentado pelo parlamentar, que endurece a prisão de chefes do crime organizado, revelou ontem a revista Época.

Francischini pediu segurança à Câmara e ao Ministério da Justiça | Foto: Divulgação
Francischini pediu segurança à Câmara e ao Ministério da Justiça | Foto: Divulgação

Entre as regras previstas no texto está a restrição de contato do preso com advogados e familiares, a ser feita somente por meio de cabines blindadas. Todas as conversas dos encontros poderão ser liberadas mediante autorização judicial. Os banhos de sol seriam isolados e a pena, cumprida em celas individuais.

O relatório da PF, finalizado em julho, foi elaborado com base em escutas ambientais apuradas no pátio de convivência dos integrantes da ala esquerda da ‘Vivência Charlie’ da penitenciária de segurança máxima. O mesmo documento destaca que os traficantes estariam cogitando “parar o Rio” com atos criminosos.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública do Rio informou que não comenta assuntos de inteligência.

Em páginas das redes sociais, Fernando Francischini, que é delegado, declarou que pediu segurança ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por causa das ameaças. Após ser obrigado a tirar a família do Paraná, o parlamentar decidiu, ontem à noite, voltar para casa.

Marcelo PQD é ex-paraquedista do Exército que se tornou um dos chefões do Terceiro Comando, na Ilha. Elias Maluco está preso pela morte do jornalista Tim Lopes, no Complexo da Penha. Choque era um policial que se envolveu com o crime.