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Publicada em 01/04/2014 às 21h51
Doenças relacionadas as enchentes - Kátia Alves

Se já não bastassem todos os transtornos que uma enchente traz, há ainda, após o recuo das águas, o alto risco de contaminação, que expõe a população a inúmeras doenças. Nessa época do ano, além dos inúmeros prejuízos causados para a população, as chuvas intensas e as enchentes expõem os moradores das regiões de risco a outros perigos, como a doenças provenientes de água contaminadas, há também um aumento na proliferação dos vetores de doenças, como ratos e mosquitos, e de picadas de animais peçonhentos, como aranhas, escorpiões e cobras. A maioria das doenças ocorre devido á ingestão de água contaminada ou pelo simples fato do contato com essa água. As doenças que mais preocupam as autoridades com a chegada das chuvas são: a leptospirose, a hepatite viral A, a febre tifoide, a dengue e as doenças diarreicas agudas. A maioria ocorre devido á ingestão de água contaminada.

A leptospirose é uma das doenças relacionadas á contaminação pelas enchentes, a leptospirose oferece maior perigo para a populaça. A leptospirose é causada pela bactéria leptospira, transmitida ao homem pela urina do rato, ratazanas e camundongos. Após a chuvas intensas, as águas invadem as tocas dos roedores e carregam estas bactérias que podem está presente na urina dos roedores para as residências e as vias públicas. Os indivíduos contaminados costumam apresentar os sinais e sintomas da doença entre 7-14 dias, mas há casos em que a doença pode se manifestar até 24 horas após a exposição. A doença começa habitualmente com febre, dor de cabeça, dores musculares (especialmente nas panturrilhas), olhos avermelhados e algumas vezes, ictericia.
Febre Tifoide - A febre tifóide é uma doença grave eventualmente encontrada com a chegada das chuvas. É causada pela bactéria Salmonella typhi,  que pode contaminar a água ou alimentos. A doença caracteriza-se por febre alta e prolongada, acompanhada de tremores,  dores de cabeça, mal-estar geral, náuseas, falta de apetite, alteração no funcionamento do intestino (diarréia ou prisão de ventre) e aumento do fígado e do baço. Muitos pacientes necessitam internação hospitalar, embora alguns casos possam ser tratados ambulatorialmente, basicamente com antibióticos e reidratação. Quando o tratamento não é adequado, podem ocorrer complicações, como perfuração intestinal e até óbito.
Hepatite viral A- A incidência de casos de hepatite viral A também preocupa as autoridades em saúde em locais onde ocorrem inundações. O vírus é eliminado nas fezes e seu modo de transmissão se dá por meio da ingestão de água e/ou alimentos contaminados. A doença acomete principalmente crianças, mas qualquer indivíduo pode ter, caso ainda não tenha tido. A doença se manifesta inicialmente com sintomas semelhantes aos de uma gripe, como febre, mal-estar, náuseas e vômitos. Nos casos típicos, o paciente apresenta olhos amarelados e urina escura. Não há tratamento específico, apenas repouso, hidratação e medicamentos sintomáticos para vômitos e febre.
A Dengue, conhecida como uma doença tropical, a dengue é uma doença febril, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Lugares quentes, úmidos e poças de água são ideais para o desenvolvimento do mosquito e, consequentemente, da doença. O ciclo de transmissão começa por meio do depósito de larvas do mosquito em recipientes com água parada. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por uma, até se transformarem em mosquitos adultos. A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. O mosquito Aedes aegypti é o portador do vírus e transmissor da doença. Os sintomas em geral, aparecem depois de 7-14 dias e a doença pode durar de 5 a 7 dias.
Diarreia, outro problema de saude ligado á contaminação da água são as doenças diarreicas agudas, que podem ser causadas por vários agentes, vírus, bactérias (exempol: Shigella, Escherichis coli) e parasitas (exemplo: Ameba, Giaedia). Essas doenças tem sintomas muitos semelhantes: vômito, diarreia e febre (mais comum nas crianças). A diarreia oferece o risco de desidratação.
Todos esses acidentes naturais nos mostram como somos vulneráveis a eles. Não podemos acabar com os fenômenos naturais, mas podemos prevê-los ou diminuir os riscos e danos que eles causam, criando, assim, uma cultura de prevenção. A criação dessa cultura é de fundamental importância para a sobrevivência de muitas famílias e devemos compartilhá-la com todos os estados do Brasil, principalmente aqueles que são mais atingidos por desastres naturais. As enchentes encontram-se entre os desastres naturais que se caracterizam por alta frequência e baixa severidade em termos de óbitos, mas sendo responsáveis por grande proporção de danos infraestrutura local, ás habitações e ás condições de vida das comunidades e das sociedades de baixa renda. As tendencias atuías de crescimento e concentração as população em áreas urbanas, sem a adequada infraestrutura, e com degradação ambiental e desigualdades sócias já apontam para o crescimento das populações expostas e das perdas econômicas relacionadas ás enchentes, isto mesmo sem considerar que a intensificação das mudanças climáticas representarão o aumento na frequência e na gravidade de eventos como esses. Neste cenário, é previsto que as populações mais vulneráveis e menos preparadas sofram cada vez mais as consequências.
Kátia Alves da Silva é Bióloga e Pós-Graduada em Gestão Ambiental
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