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Publicada em 14/07/2010 às 11h04
Cobra peçonhenta e não peçonhenta

As serpentes são animais interessantes. Podem causar tanto fascínio quanto repulsar.O reconhecimento de serpentes peçonhentas deveria fazer parte do currículo escolar, principalmente nas áreas rurais do Brasil.
          As cobras ou ofídios são répteis poiquilotérmico (ou pecilotérmico) sem patas, pertencentes à sub-ordem, serpentes, bastante próximo dos lagartos, com os quais partilham a ordem Squamata. A maioria dos ofídios brasileiros pertencem à família Vipiridae e estão agrupados em três  gêneros:
1. Bothrops – são as jararacas. Jararaca é um nome enganoso porque, tanto se refere a uma espécie, a Bothrops jararaca, como é o nome coletivo do gênero Bothrops. Compreende umas 20 espécies: B. jararaca, que é a jararaca propriamente dita, B. alternatus, que é a urutu ou cruzeira, B. atrox, também chamada de jararaca ou de combóia, B. bilineatus que é verde e vive nas árvores e, por isso, chamada de cobra-papagaio, a B. insularis, uma jararaca singular que só tem na Ilha Queimada, no litoral paulista, na altura da cidade de Santos. O veneno dessa jararaca é muito potente, pelo menos para pássaros dos quais essa cobra se alimenta quase que exclusivamente.
           2. Crotalus – são as cascavéis, com seu guizo ou chocalho típico. A espécie é durissus, com numerosas subespécies, todas muito parecidas umas com as outras. Sua distribuição geográfica é mais restrita a áreas secas e arenosas das regiões sul, sudeste e centro do país.
3. Lachesis – é a surucucu, o maior dos ofídios venenosos do país. A espécie encontrada com maior freqüência é a Lachesis muta muta, que pode alcançar 3 metros ou mais de comprimento. Na fronteira da Amazônia brasileira com outros países existem algumas outras subespécies. A particularidade mais chamativa da surucucu é a mudança da posição das escamas na ponta da cauda. Em vez de ficarem deitadas sobre o corpo, nesta região as escamas estão eriçadas. É uma serpente cujo habitat é a floresta tropical e, portanto, são mais comuns no norte do Brasil.
Todas essas cobras da família Viperidae têm uma cabeça grande, triangular, visivelmente mais larga do que o corpo. A presença da fosseta loreal é constante e são solenóglifas sem exceção ( as serpentes solenóglifas possuem presas grandes e móveis canalizadas, na região anterior do maxila). A cauda é importante. Nas jararacas ela afina bruscamente, ao contrário dos ofídios não peçonhentos nos quais o adelgaçamento da cauda é gradual. A cauda das cascavéis termina em um chocalho característico e as surucucus possuem escamas eriçadas nesta região.
Pode-se dizer que todas elas são mais ativas durante a noite, porém não são animais de hábitos estritamente noturnos.
Cobras Corais
À família Elapidae pertence o gênero Micrurus que é das serpentes corais venenosas. Temos várias espécies, corallinus, fisherii, frontalis, etc... todas com características marcantes: são ofídios pequenos, de 15 a 60 cm de comprimento, excepcionalmente 1 metro, tendo anéis de cor negra e vermelha, ou, ainda, branca e amarela, bem brilhantes e muito nítidos. A cabeça dessas cobras é pequena e estreita, quase da mesma largura que o corpo e não possui fosseta loreal. A boca também é pequena e as presas são do tipo proteróglifo, isto é, com sulcos e fixas na região anterior do osso maxilar. Estes detalhes são quase que irrelevantes considerando o colorido inconfundível da pele destes ofídios. Não há como não reconhecê-los. A única confusão possível é com a cobra-coral-falsa. Esta é de outra família, Aniliidae, e é uma serpente áglifa, sem presas. Tem anéis pretos e vermelhos mas menos nítidos que as corais verdadeiras. As cobras corais têm hábitos noturnos e subterrâneos. Ficam embaixo de folhas, de tocos podres ou da terra fofa. São encontradas em todas as regiões do Brasil.
No Brasil, a cada ano registram-se cerca de vinte mil casos de acidentes por picada de cobra e destes 110 evoluem para óbito – em 60% dos casos, devido a atendimento tardio. Geralmente as cobras picam do joelho para baixo. O uso de botas de cano alto evita 75% dos acidentes. Outros 20% dos acidentes ocorrem nas mãos e braços, ao enfiar a mão em tocas, troncos ocos, cupinzeiros ou outros locais que possam abrigar animais peçonhentos.
 
 
Kátia Alves da Silva
Bióloga Pós-Graduada em Gestão Ambiental
 

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