Peregrinos chineses durante audiência geral no Vaticano © Ansa Brasil Peregrinos chineses durante audiência geral no Vaticano

(ANSA) - O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, indicou nesta segunda-feira (14) a intenção de renovar o acordo com a China para nomeação de bispos no país, que vence em outubro.

Após uma reunião com o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, Parolin disse a jornalistas que a intenção da Santa Sé e de Pequim é "prosseguir" com o pacto. O acordo foi assinado em 2018 e devolveu ao Vaticano um papel ativo na nomeação de bispos na China, que até então eram escolhidos à revelia do Papa.

Os dois países romperam relações diplomáticas em 1951, quando o Vaticano reconheceu a independência de Taiwan, que ainda é visto pela China como parte de seu território e uma "província rebelde".

Durante décadas, os cerca de 12 milhões de católicos chineses viveram divididos entre uma conferência de bispos escolhida pelo Partido Comunista e um braço da Igreja Apostólica Romana que atuava na clandestinidade.

Apesar do acordo de 2018, padres e bispos no país ainda são obrigados a se alinhar com a igreja oficial. (ANSA)