"Devastado por ouvir essa notícia. Outra vida negra perdida. Isso continua acontecendo e vamos lutar para que acabe. Enviando todos os meus pensamento e orações para o Brasil. Descanse em paz João Alberto Silveira Freitas", escreveu o piloto de F-1, uma das vozes fortes contra o racismo.

Na noite da última quinta-feira, dia 19, véspera do dia da Consciência Negra, João Alberto, de 40 anos, foi brutalmente espancado por dois seguranças brancos, após se desentender com uma funcionária do supermercado em Porto Alegre. Ambos os seguranças foram presos em flagrante e responderão por homicídio triplamente qualificado. A sexta-feira foi marcada por protestos contra o genocídio do povo negro em várias cidades do País. Em algumas cidades, como São Paulo e Porto Alegre, houve depredação de unidades do Carrefour.

Lewis Hamilton tem sido voz ativa nos protestos antirracistas "Black Lives Matter" ("Vidas Negras Importam", em português). Durante a temporada da Fórmula 1 deste ano, por diversas vezes ele ergueu o punho e se ajoelhou no pódio, expressando dessa e de outras maneiras também, e em diferentes outras ocasiões, sua preocupação com a causa.

Lewis Hamilton se manifesta sobre morte em Porto Alegre © Reprodução/ Instagram Lewis Hamilton se manifesta sobre morte em Porto Alegre

Ao longo do ano, o britânico sete vezes campeão do mundo também foi alvo de reclamações de pilotos e ex-pilotos da maior categoria do automobilismo mundial por seu envolvimento com os protestos antirracistas e pelos pedidos para que os seus companheiros de Fórmula 1 se manifestassem sobre o tema.

Após a morte de George Floyd, nos Estados Unidos, Hamilton foi às ruas de Londres participar de protestos. Em algumas ocasiões, ele subiu ao pódio usando camisetas com dizeres como "vidas negras importam" e "prendam os policiais que mataram Breonna Taylor", uma mulher negra alvejada dentro de sua própria casa nos EUA.

Após o GP da Toscana, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) proibiu o uso de camisetas nas cerimônias de premiação. O piloto britânico também homenageou o ator Chadwick Boseman, estrela de Pantera Negra, que morreu em agosto, em decorrência de um câncer colorretal. Lewis viu em João Alberto mais uma vítima da violência contra negros pelo mundo.