“Não está sendo fácil lidar com uma doença infecciosa tão complexa e com a negação dela por parte da população. Estamos todos exaustos, fisicamente e mentalmente. Tenho medo de adoecer ou de morrer dessa doença que ainda não entendemos direito”, desabafou.

Francismar trabalha cerca de 200 horas mensais em UTIs de dois hospitais da cidade, mas no último dia 3 deu entrada no hospital como paciente. Ele foi internado com cerca de 30% dos pulmões afetados pela doença.

A esposa dele, de 38 anos, também precisou ser internada, e com um quadro ainda mais preocupante: 50% do pulmão afetado e diagnóstico de embolia pulmonar. Ela é enfermeira e não possui doenças pré-existentes. O casal, que já se recupera em casa desde o último dia 8, possui quatro filhos e todos testaram positivo, mas apresentaram sintomas leves.

À reportagem, Francismar conta que chegou a entubar dois colegas de profissão que também atuavam no combate à pandemia, e que eles acabaram morrendo por causa da doença.

Logotipo de KameraOne “Entubei dois colegas, algo muito traumático para qualquer um, e os dois faleceram apesar de todo o esforço que fizemos. É terrível a sensação de perder colegas que lutavam tanto para salvar vidas, expondo-se e expondo seus amadosDe acordo com a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), até quarta-feira (9), 11.774 profissionais da saúde foram infectados pelo novo coronavírus, com 9.216 pessoas recuperadas e 136 mortes registradas na categoFrancismar chama de assustador o comportamento das pessoas que ignoram medidas para evitar o contágio, como o distanciamento social.