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Publicada em 15/09/2010 às 18h12
Plantas medicinais

     A Mãe Natureza proporciona ao homem uma infinidade de plantas com valores medicinais. Observamos que há um crescimento desenfreado na busca da cura pelos produtos naturais e com isto cresce a divulgação de que as plantas são milagrosas e não oferecem risco de efeitos colaterais. Este fato, é um risco para a população, pois significa também que mais produtos serão produzidos e vendidos muitas vezes sem a preocupação com a garantia e qualidade da espécie.
        A preocupação com a cura de doenças, ao longo da história da humanidade, sempre se fez presente. Sabemos que os alquimistas, na tentativa de descobrir o elixir da vida eterna, contribuíram em muito para a produção de medicamentos. Com a evolução da Ciência e da Pesquisa e decorrente descoberta de fórmulas químicas, a humanidade atraída pelos resultados e impelida pela publicidade e estratégias de interesses econômicos, tem deixado a segundo plano a tradição milenar do uso das plantas medicinais. Devemos acolher com entusiasmo as descobertas dos cientistas que criam, refletindo o gesto divino da Criação, mas sem esquecer o que Deus já criou, o grande laboratório colocado a disposição do homem a natureza, para que busquemos nela as fontes saudáveis de vida. No Brasil, a utilização de plantas como meio curativa é uma atividade altamente difundida e popular, às vezes, empregada de maneira equivocada e até mesmo malévola, afinal muitas plantas possuem princípios tóxicos e o seu uso indiscriminado pode causar sérios problemas. A formação de recursos humanos com conhecimentos voltados para a fitoquímica representa uma contribuição ímpar para a comunidade científica, considerando o potencial mediador do profissional dessa área em atividades integradas com, biólogos, bioquímicos, farmacêuticos, agrônomos, botânicos, bem como com a população que lida com plantas bioativas.
         O estudo da constituição química de uma planta de uso medicinal popular pode, através da elucidação do princípio ativo, orientar a síntese de um fármaco com atividade controlada (maior ou reduzida) em relação à apresentada pela planta evitando a depredação da espécie vegetal ativa. Além de esclarecimentos a respeito de constituição química, atividade farmacológica e toxicidade, junto à população, pode haver uma contribuição maior com a preparação de fitofármacos ou o desenvolvimento de fitoterápicos. A utilização de um produto de origem natural pode representar um passo significativo na prevenção e cura de doenças, uma vez que na maioria dos casos os fitoterápicos, além de apresentarem efeitos colaterais menos agressivos, são obtidos com custo bem mais reduzido. Com certeza, o aparecimento de um maior número de fitomedicamentos melhoraria a qualidade de vida das pessoas, principalmente aquelas que, devido ao seu baixo poder aquisitivo, têm menor acesso a medicamentos.  Infelizmente a maior biodiversidade do mundo, plantas com potencial de cura e tratamentos fitoterápicos ainda desconhecidos, corre um sério risco de perda no processo de desmatamento e patente, realizada por estrangeiros. Estas são realidades que colocam em risco a riqueza da flora presente em florestas brasileiras. 
 
 
        Kátia Alves da Silva
        Pós-Graduada em Gestão Ambiental
 
 
  
 

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