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Publicada em 23/09/2010 às 10h11
Mosca

                Ao transformar o ambiente natural em área rural ou urbana, o homem provoca modificações radicais na flora e na fauna locais. Por um lado, verifica-se a extinção da maioria das espécies nativas e por outro lado, a adaptação de algumas espécies ao ambiente, que é o caso das mosca comum ou domesticas que é um dos insetos que tem distribuição universal e adaptou-se muito bem ao convívio com seres humanos. Entre os insetos de interesse médico-sanitarista que ocorrem, destacam-se os dípteros muscóides que assumem importante papel não só no campo da ecologia, como também da saúde pública. As moscas são onívora (ingere qualquer tipo de alimento) é considerada um risco á saúde devido a sua grande potencialidade de disseminação de bactérias, vírus, protozoários e fungos, patogênicos levados em seu corpo e suas patas. Cada mosca fêmea põe em media de 700, ovos após dois dias da cópula. Deposita seus ovos em matéria orgânica em decomposição (fezes animais ou humanas, lixo domestico), com uma reprodução bem sucedida nascem mais mosca do que pessoas.
             Inseto de hábitos diurno descansa à noite pousada nas paredes, nos tetos e mesmo nos pisos (superfícies horizontais) e fios elétrico, tem atração pelas cores amarelo e vermelha, especialmente quando combinadas ( a cor das feridas dos animais). À noite e em dias mais quente é mais atraída pelas cores azuladas e ultravioleta. A mosca domestica é a espécie mais presente em áreas urbanas. Alimenta-se de fezes, escarros, secreção purulenta, produtos animais e vegetais em decomposição, açúcar, entre outros. A mosca lança uma substância sobre o alimento para poder ingeri-lo, pois não consegue colocar nada sólido para dentro do organismo, somente matéria na forma líquida ou pastosa.
             Atua como transportador mecânico de agentes patogênicos (vírus protozoários, bactérias, rickétsias e ovos de helmitos). A mosca domestica é um inseto que pode transmitir febre, hanseníase, tuberculose, gonorréia, cólera, diarréias e conjutivites, além de outras doenças causadas por vírus. Também veicula protozoários e vermes, ao pousar em fezes humanas ou excrementos animais e ao entrar em contato com alimentos. As moscas domesticas são insetos que tem importância como vetores mecânicos, isto é, podem veicular os agentes em suas patas após pousarem em superfícies contaminadas com estes germes e pousarem nos alimentos, disseminando-os amplamente, e dessa forma transmitir varias doenças.  
             As moscas pertencem à ordem Díptera e possuem apenas um par de asas membranosas correspondente às asas anteriores, daí o nome da ordem (di=duas, ptera= asas). Os dípteros apresentam metamorfose completa, isto é, apresentam as fases de ovo, larva, pupa e adulto. No ambiente urbano, a mosca doméstica adaptou-se bem ás condições criada pelo homem, mantendo uma dependência chamada de sinantropia, possui grande adaptação ao ambiente urbanizado. 
            Apesar de olhos por toda a cabeça (formados por 3.000 lente de seis lados), as moscas não vêem muitos detalhes, mesmo vendo 360° graus, tudo está fora do foco. As asas são finas e batem 330 vezes por segundo (4 vezes mais do que o beija-flor) e o segundo par de asas influencia as manobras aéreas, e por serem finas e frágeis, ficam invisíveis durante o vôo.
            Com tantas vantagens, as moscas chegaram em diversos ambientes e o reino de invencibilidade continuará, é um dois insetos que a modernidade das cidades grande não deixará para trás, em quanto estiver  lixo domésticos e condições de proliferações da espécie elas continuarão existindo.
 
 
        Kátia Alves da Silva é Bióloga e Pós-Graduada em Gestão Ambiental
 
 


 
 
 
 

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