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Publicada em 20/10/2010 às 17h47
Insuficiência renal e hemodiálise

          A hemodiálise é um processo artificial de filtragem do sangue, que visa cumprir as funções de um rim normal. Nem todos os pacientes têm condições de acesso ao transplante desse órgão, a hemodiálise é muito importante, por melhorar muito a qualidade de vida desses pacientes, sua qualidade em relação à limpeza sanguínea é similar ao rim humano em funcionamento normal, diferença entre esses é que o rim humano trabalha na purificação sanguínea o tempo todo enquanto a diálise é feita três vezes por semana com duração de quatro horas cada sessão. 
         Quando a função renal se torna debilitada, o organismo necessita de um outro processo que  consiga suprir as suas necessidades de filtração, depuração e “purificação” do sangue, removendo toxinas, sais e outros minerais e produtos do metabolismo celular, além do excesso de água do organismo. Quando os rins começam a funcionar de forma insuficiente, todas estas substâncias ficam retidas em excesso no organismo, podendo provocar edema, hipertensão arterial e até mesmo insuficiência cardíaca, entre outras  patologias. Atualmente existem dois tipos de diálise: HEMODIÁLISE e DIÁLISE PERITONEAL. As principais causas (patologias) que  conduzem à indicação da terapêutica dialítica são: Insuficiência Renal, decorrente de diversos motivos, dentre eles a mal formação do aparelho urinário, infecções urinárias de repetição, certos tipos de nefroses e nefrites; diabetes e hipertensão arterial. No Brasil, mais de 70% das indicações terapêuticas para diálise são decorrentes da hipertensão arterial não tratada, que geralmente evolui de forma assintomática. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) , um grande número de pessoas sofre de doenças renais. Algumas apresentam doenças como diabetes e pressão alta que, senão tratadas corretamente podem ocasionar à falência total do funcionamento renal. Existem outras que quando são diagnosticadas já estão com os rins totalmente debilitados, ocorrendo neste caso o encaminhamento do paciente para a diálise. Na maioria dos casos, este tratamento acaba sendo feito para o resto da vida, caso não haja a possibilidade de se fazer o transplante.
Em todo o mundo, 500 milhões de pessoas sofrem de problemas renais e 1,5 milhão delas estão em diálise. As estatísticas revelam também que uma em cada dez pessoas no mundo sofre de doença renal crônica. De acordo com os dados, pacientes com esse tipo de doença têm 10 vezes mais riscos de morte prematura por doenças cardiovasculares. A estimativa é de que 12 milhões de pessoas no mundo morrem por ano de doenças cardiovasculares relacionadas a problemas renais crônicos. Mais de 80% dos pacientes que fazem diálise, segundo informações da Sociedade Brasileira de Nefrologia, estão nos países desenvolvidos. Na Índia e Paquistão, por exemplo, menos de 10% das pessoas que precisam recebem algum tipo de terapia e na África quase não há acesso ao tratamento e as pessoas acabam morrendo. O crescente número de doentes renais no Brasil já o tornou o terceiro maior mercado de hemodiálise do mundo. No Brasil a doença atinge 2 milhões de pessoas, sendo que 60% não sabem . Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, em 2005, foram 32.329 novos pacientes. A taxa de aumento de 2005 para 2006 foi estimada em 8,8%. Segundo as informações, dos 120 mil brasileiros que precisam fazer hemodiálise, apenas 70 mil estão em tratamento. Em janeiro de 2006 o número de pacientes chegou a 70.872. O número de óbitos em 2005 foi de 12.528, sendo a taxa de mortalidade de 13%. No Brasil, 95,2% dos centros de tratamento dialítico possuem convênio com o SUS; 89,9% e 12,1% dos pacientes possuem outros convênios. Os números apontam ainda que 47% dos pacientes em diálise estão na fila do transplante renal e 25% dos pacientes em tratamento, são diabéticos. Estima-se que em 2010 o número de pessoas em diálise no Brasil seja de 125 mil.
                 Kátia Alves da Silva é Bióloga Pós-Graduada em Gestão Ambiental
 
 
 
 

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