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Publicada em 03/11/2010 às 18h16
Resíduo hospitalar

         Os resíduos sólidos hospitalares ou como é mais comumente denominado “lixo hospitalar ou resíduo séptico, sempre constitui-se um problema sério para os administradores. Todos concordam, no entanto, que o lixo é o espelho fiel da sociedade, sempre tão mais geradora de lixo quanto mais rica e consumista. Qualquer tentativa de reduzir a quantidade de lixo ou alterar sua composição pressupõe mudanças no comportamento social. O desconhecido e a falta de informações sobre o assunto faz com que, em muitos casos, os resíduos, ou seja ignorados, ou recebam um tratamento com excesso de zelo, onerando ainda mais os já combalidos recursos das instituições hospitalares. Não raros lhe são atribuídas a culpa por infecção hospitalar e outras tantas mazelas dos nosocômios. A incineração total do lixo hospitalar é um típico exemplo de excesso de cuidados, sendo ainda neste caso, uma atitude politicamente incorreta devido aos subprodutos lançados na atmosfera como dioxinas, CO² e metais pesados.
              Em sua grande maioria, os hospitais pouco ou quase nenhuma providencia tomam com relação às toneladas de resíduos gerados diariamente nas mais diversas atividades desenvolvidas dentro de um hospital. Muitos limitam-se a encaminhar a totalidade dos resíduos, é importante também destacar, os muitos acidentes com funcionários envolvendo perfurações com agulha, laminas de bisturi e outros materiais denominados perfuro-costantes, esse lixo representa um grande perigo a saúde , uma vez que pode estar contaminado com microorganismos causadores de doenças, como o vírus da   hepatite C, que mesmo fora do organismo humano tem vida longo e assim podendo infectar quem por ventura se acidentar com o material perfuro- cortante
 contaminado, o vírus da hepatite C é altamente potente, ao contrario do vírus do HIV, que fora do organismo humano rapidamente se inativa  e é muito sensível, qualquer produto químico ou ate mesmo a água inativa o vírus.
                O lixo também causa a poluição do solo, que são o acúmulo de lixo sólido, como embalagens de plástico, papel e metal, e de produtos químicos, como fertilizantes, pesticidas e herbicidas que contamina o lençol freático, trazendo varias conseqüências aos seres humano, animais e vegetais.
                Os resíduos hospitalar são identificados e classificados em 3 grupos.         1. Grupo: Resíduos especiais, material proveniente de isolamentos, sangue humano e derivados, material patológico, material perfurantes e cortantes, resíduos de diagnósticos e tratamento (gazes, drenos, sondas, absorventes e qualquer material sujo com resíduos e fluidos corpóreos) e peças anatômicas provenientes de amputações e biopsias.
2.  Grupo: Resíduos especiais, material radioativo, farmacêutico e químicos.
3. Grupo: Resíduos gerais ou comuns, materiais das áreas administrativas, resíduos alimentares da produção de alimentos, áreas externas e jardins, sucatas e embalagens reaproveitáveis.
                O treinamento para a separação desse tipo de resíduos é uma exigência do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e oferecera subsídios para que os hospitais e clinicas elaborem planos de gerenciamento de resíduos dos serviços de saúde. Com o objetivo de adequar a estrutura das unidades para o tratamento correto dos resíduos.
                 Segundo as normas sanitárias, o lixo hospitalar deve ser rigorosamente separado e cada grupo deve ter um tipo de coleta e destinação, o treinamento visa adequar os estabelecimentos as novas normas de tratamento do lixo hospitalar, estabelecidas na Lei Federal nº 273 . Os hospitais, juntamente com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), têm prazo para apresentar um plano de gerenciamento dos resíduos e, com isso, obter um licenciamento ambiental e adaptar-se as exigências legais. Caso não consigam o licenciamento, ficam sujeitos à aplicação de multas diárias pelo sistema de vigilância sanitária.
 
 
Kátia Alves da Silva é Bióloga, Pós-Graduada em Gestão Ambiental 

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